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O maraviroc não consegue provar custo-eficácia e não é aprovado pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde) da Escócia
Michael Carter, Monday, November 03, 2008
O maraviroc (Celsentri®) foi rejeitado pelo NHS da Escócia, uma vez que o Scottish Medicines Consortium considerou que os seus produtores, a empresa farmacêutica Pfizer, “não apresentaram uma análise económica suficientemente robusta para a respectiva aprovação”.

Uma aprovação formal Europeia de Introdução no mercado do maraviroc foi garantida em Setembro de 2007. Actualmente, é o único inibidor do CCR-5 aprovado e esta foi baseada nos estudos MOTIVATE que demonstram que o uso, combinado com outros anti-retrovirais seleccionados após um teste de resistência, aumenta as hipóteses dos doentes com resistências medicamentosas e fortemente pré-tratados, conseguiriam alcançar uma carga viral indetectável.

O maraviroc é uma opção para doentes com infecção pelo VIH, resistente a medicamentos, com tropismo CCR-5. Nem todos os indivíduos com resistências aos medicamentosa têm este tipo de vírus, e antes do início de terapêutica com maraviroc, é necessário realizar, em primeiro lugar, um teste de tropismo, cujo custo é actualmente subsidiado pela Pfizer.

As guidelines Britânicas de tratamento do VIH, actualizadas este ano, incluem recomendações em relação ao uso do maraviroc em doentes com experiência anterior de tratamento anti-retroviral.

O Scottish Medicines Consortium reconheceu as provas dos estudos clínicos que demonstravam resultados virológicos melhorados em doentes fortemente pré-tratados que receberam maraviroc. Mas levantaram quatro objecções específicas ao estudo económico da Pfizer para aprovação do maraviroc.

  • A incerteza em relação ao custo e aos efeitos de outros medicamentos que precisarão de ser combinados com o maraviroc para construir uma combinação anti-retroviral eficaz.

  • Confiança num documento de custos de outros medicamentos anti-retrovirais que não o maraviroc e o T-20 (enfuvirtide, Fuzeon®).

  • Os dados da mortalidade apresentados pela Pfizer, provêm de artigos antigos “e podem não reflectir o que pode ser esperado na população Escocesa.”

  • Uma falta geral de clareza nos dados de eficácia submetidos.


“Tendo em conta estes problemas, a empresa não apresentou um estudo económico suficientemente robusto para obter a aprovação”, refere a decisão.
A Pfizer declarou ao Scottish Medicines Consortium que seria de esperar que existissem 50 doentes Escoceses no primeiro ano a necessitar de uma terapêutica com maraviroc, aumentando este número para 84 indivíduos, após cinco anos.

Mas a decisão do Scottish Medicines Consortium refere que os seus próprios “especialistas sugerem que o número provável de doentes candidatos ao maraviroc é menor do que aquele que a produtora sugere”.

Tradução
GAT - Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA