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Alta prevalência de hepatite C nos homossexuais seropositivos holandeses
A prevalência da infecção pelo vírus da hepatite C (VHC) entre um grupo de gays com infecção VIH seguidos num grande serviço de saúde sexual em Amesterdão é de 18% e continua a aumentar, reportou Anouk Urbanus durante a XVII Conferência Internacional SIDA na Cidade do México.
Em Maio de 2007, Novembro de 2007 e Abril de 2008, foram feitos inquéritos anónimos na clínica. Um total of 3125 pessoas responderam, mas cerca de 4/5 eram homens e mulheres heterossexuais entre os quais a prevalência de Hepatite C era baixa, cerca de 0.3%. Além disso a prevalência da infecção era também baixa entre os homens gays sem infecção VIH, 0,4% (2 em 532).
Entre os homens gays com infecção VIH a infecção pelo VHC era, no entanto, de 18% (28 em 157). Comparando os resultados entre os três inquéritos, a prevalência subiu de 15% para 17% e no último já foi de 21%. Quase um terço destes homens desconheciam que estavam infectados.
Na análise multivariável, a infecção por VHC nos homossexuais foi associada ao facto de terem infecção VIH (OR: 38.4), à prática de fisting (OR 15.0) e uso de drogas injectadas (15.5). Considere-se também que apenas 18% dos gays co-infectados relataram uso de drogas injectáveis.
Durante as perguntas e respostas houve alguma controvérsia sobre a prática de fisting (acto de introduzir o punho ou antebraço no ânus) como factor de risco para a transmissão do VHC, mas na verdade vários estudos identificaram esta associação. Kevin Fenton do US Centers for Disease Control, the presidente da mesa da sessão, interveio para questionar a muito limitada resposta dos serviços de saúde europeus aos surtos de Hepatite C, na Europa. Fez notar que os surtos de sífilis e de linfogranuloma venéreo (LGV) tiveram uma resposta mais vigorosa e concertada e apelou para que se criasse uma resposta urgente.
Referência
Urbanus A. HCV is emerging as an STI among HIV-infected MSM: a threat to the MSM community? XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract THPDC203, 7 de Agosto de 2008.
Em Maio de 2007, Novembro de 2007 e Abril de 2008, foram feitos inquéritos anónimos na clínica. Um total of 3125 pessoas responderam, mas cerca de 4/5 eram homens e mulheres heterossexuais entre os quais a prevalência de Hepatite C era baixa, cerca de 0.3%. Além disso a prevalência da infecção era também baixa entre os homens gays sem infecção VIH, 0,4% (2 em 532).
Entre os homens gays com infecção VIH a infecção pelo VHC era, no entanto, de 18% (28 em 157). Comparando os resultados entre os três inquéritos, a prevalência subiu de 15% para 17% e no último já foi de 21%. Quase um terço destes homens desconheciam que estavam infectados.
Na análise multivariável, a infecção por VHC nos homossexuais foi associada ao facto de terem infecção VIH (OR: 38.4), à prática de fisting (OR 15.0) e uso de drogas injectadas (15.5). Considere-se também que apenas 18% dos gays co-infectados relataram uso de drogas injectáveis.
Durante as perguntas e respostas houve alguma controvérsia sobre a prática de fisting (acto de introduzir o punho ou antebraço no ânus) como factor de risco para a transmissão do VHC, mas na verdade vários estudos identificaram esta associação. Kevin Fenton do US Centers for Disease Control, the presidente da mesa da sessão, interveio para questionar a muito limitada resposta dos serviços de saúde europeus aos surtos de Hepatite C, na Europa. Fez notar que os surtos de sífilis e de linfogranuloma venéreo (LGV) tiveram uma resposta mais vigorosa e concertada e apelou para que se criasse uma resposta urgente.
Referência
Urbanus A. HCV is emerging as an STI among HIV-infected MSM: a threat to the MSM community? XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract THPDC203, 7 de Agosto de 2008.
